Em terras de azeite

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De todos os lugares onde vamos, sobressaem por vezes alguns cuja beleza nos conquista. Podem não exibir os traços que os guias turísticos da moda considerem belos, mas atraem-nos quase inexplicavelmente, ímanes feitos de terra, rocha, árvores, vida.

É o caso da Beira Beixa. Sendo eu de Tomar, vivi sempre com a Beira Baixa como vizinha. Tão perto e tão longe. Hoje, sempre que posso conduzo até lá, ansioso por respirar outros ares. Assim foi a semana passada, num fim-de-semana que soube a pouco. Sabe sempre a pouco.

A estrela desta incursão à Beira Baixa foi o azeite. Em tempo da apanha da azeitona, limpei o pó da câmara fotográfica (como tens sido descurada, companheira), calcei as botas de inverno e fui acompanhar um dia de lavoura em terras de azeite, de lagar em lagar, no concelho de Idanha-a-Nova.

No final do dia, reabastecido do líquido precioso, rumei novamente a sul, de coração e cartão de memória cheios. Ficam algumas imagens desse dia na Beira Baixa.

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