Islândia: a vida selvagem

Sendo um país tão recente em termos geológicos, não é de estranhar que a fauna terrestre da Islândia seja bastante pobre, com poucas espécies endémicas. Isolada do mundo e nascida pela força do fogo, esta ilha não teve tempo para criar uma biodiversidade terrestre. O único mamífero terrestre selvagem da ilha é a raposa do Ártico, e mesmo assim muito difícil de se observar. Depois há os animais introduzidos pelo homem: renas, cavalos, cabras e… ovelhas, muitas ovelhas. Há mais ovelhas que pessoas na Islândia. Também não é difícil, com uma população a rondar apenas  os 300 mil habitantes…

Quer isto dizer que a Islândia é uma desilusão para quem a visita à procura de vida selvagem? Nada disso. Tal como acontece nos Açores, que passou (e ainda passa) pelo mesmo processo vulcânico recente, é no ar e na água que a vida abunda. Em termos de aves, são centenas as espécies que nidificam ou passam pela Islândia, com destaque para a Andorinha-do-mar-ártica (Arctic Stern), o animal que faz a maior migração do mundo, entre a Gronelândia e a Antártida, e também para o símbolo do país: o puffin.

Mas foi no mar que vi as verdadeiras estrelas da companhia. Nos 15 dias em que dei a volta a toda a ilha, vi focas entre icebergues, um grupo de orcas a caçar pertíssimo da costa e, a cereja no topo do bolo, o maior animal do mundo: a baleia-azul.

Foram experiências que ficam para sempre. Esta é a galeria de imagens possível e que partilho convosco, mesmo que não faça jus ao espetáculo que a sempre caprichosa natureza me ofereceu.

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