Slow London

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Viajar é cada vez mais sinónimo de “coleccionar cromos”. Pegamos num guia de uma cidade ou país e somos bombardeados por sugestões de “locais imperdíveis”, ou “top de monumentos”, ou “paisagens a não perder”.

A pressão é imensa, feita pelos outros (“então foste a Londres e não viste o Big Ben? Como é possível?”) e por nós mesmos, ao nos impormos que temos de ir aos locais “obrigatórios”.

O que obtemos é o oposto ao que deveriam ser férias ou viajar: andamos numa correria entre sítios e atracções, deixando pouco ou nenhum espaço para coisas tão simples como a contemplação, o descanso, o silêncio, ler sobre o destino onde estamos ou simplesmente desligar o cérebro por um pouco e não fazer nada.

Há quem fale num movimento (ou estilo de viagem) “slow travel” para combater este tendência, apelando mais ao acto de viajar e deixar de lado o fazer turismo.

É por isso que adoro visitar cidades pela segunda ou terceira vez. Já não há a pressão de visitar este ou aquele local, porque já os vi anteriormente, o “check” já está feito. Posso simplesmente estar em vez de visitar, contemplar em vez de apenas olhar. 

Foi assim em Londres, onde voltei recentemente. Com os “cromos” já vistos pude apreciar a cidade com descontracção, percorrendo as ruas muitas vezes sem destino certo.

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A zona dos teatros, em Leicester Square
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Trafalgar Square à noite
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As casas de Neal’s Yard, Seven Dials
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Tate Modern
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British Museum – sou capaz de lá passar um dia inteiro…
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A vista para Westminster do outro lado do Tamisa, no The Queen’s Walk
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Victoria Embankment, a “marginal” do Tamisa
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Temple Church
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Café do Tate Modern
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O corropio da City, centro financeiro
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Natural History Museum
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Millennium Bridge

4 Comments

  1. Excelente artigo e fotos Gabriel, concordo em pleno. Cada vez mais, vejo “viajantes/turistas” que seguem à risca os roteiros desenhados nos guias de viagem. Nada se compara a andarmos à solta e deixar-nos perder e dessa forma talvez encontrar algo único e viver uma experiência inesquecível.

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