Notas dos Picos da Europa

Relativamente perto da fronteira portuguesa, os Picos da Europa são uma excelente alternativa a destinos de neve como os Pirenéus e os Alpes, tendo ainda a grande vantagem de serem mais baratos.

Apesar da proximidade do mar, esta cadeia montanhosa, que abrange três províncias espanholas – Astúrias, Cantábria e Castela e Leão – tem um clima de montanha e algumas das mais belas aldeias de montanha da Península Ibérica.

Com picos acima dos 2500m, o Parque Nacional dos Picos da Europa é um verdadeiro refúgio natural, um dos últimos locais da Europa onde ainda vivem ursos, lobos e outros animais emblemáticos, como o rebeco, o símbolo da região.

O ponto de partida para a maioria dos visitantes é Cangas de Onís, vila medieval de grande oferta turística, perfeita como base para o resto da viagem, enquanto se prova a tradicional cidra asturiana e se petisca um queijo cabrales.

Rumando à montanha, e se o tempo ajudar, a incontornável Ruta del Cares não deve ser perdida. Este é um dos mais famosos percursos pedestres espanhóis e liga Puente Poncebos a Posada de Vadeón, passando pela pitoresca aldeia de Bulnes, um lugarejo de pouco mais de 20 habitantes, apenas acessível por caminhos pedestres ou por um funicular. Para os mais destemidos, o ponto alto é a subida ao pico Urriel (também chamado Naranjo de Bulnes), um santuário para alpinistas e não só, acessível por um trilho que sobre até à base do pico de 2500 metros.

Imperdíveis nos Picos da Eu­ropa são também o Santuário de Covadonga, os lagos de Enol e Ercina e o teleférico de Fuente Dé. Além disso, por toda a cordilheira existem pequenas vilas de casas de pedra que ganham uma aura especial com a neve, várias delas com estâncias de esqui com diferentes níveis de dificuldade.